O que diferencia nós humanos, de robôs?

Podemos começar pelo fator biológico. Nós humanos somos formas de vidas baseadas em carbono, nitrogênio, oxigênio e hidrogênio. Já os robôs baseiam-se em metais diversos, silício e circuitos diversos.

Para sobreviver e realizar tarefas, ambos precisam ser ‘alimentados’. Ou seja: transformar energia em Joule, surgindo assim a primeira semelhança entre ambos. E é ao observar a alimentação que o assunto começa a ficar mais interessante. O humano obtém sua energia ingerindo alimentos – alimentos estes que possuem energias armazenadas através de um determinado tempo ao ser exposto a radiação solar na natureza – e ao absorver tais alimentos, o organismo as converte em joule. Já a máquina pode se alimentar de diversas formas, seja radiação solar, combustão, eletricidade ou pilhas pré carregadas. Ou seja: ambos para ‘existir’, necessitam de alimentação constante.

Ambos compartilham outro detalhe: mesmo com manutenção, ambos se deterioram com o tempo. O humano fica velho e as células de seu organismo morrem aos poucos, e o robô sofre deteriorações em seus circuitos causados pela biosfera.

Mas o que seria este ‘existir’? Seria a forma de se relacionar? Seria a forma de criar e inventar? Seria a forma de pensar? “Penso, logo existo”. Ora, com o avanço da Inteligência Artificial, hoje em dia uma máquina já está aprendendo a voar baseada em seu processo de ‘tentativa e erro’.  Estamos ensinando a máquina a evoluir sozinha, da mesma forma que o homem evoluiu durante os anos: aprendendo com os próprios erros. Sendo assim, não podemos diferenciar (teoricamente), que a forma de pensar te classifica como um humano ou como um robô.

“- Mas e os relacionamentos? Laços afetivos criados entre humanos? A forma de imaginar e criar arte e invenções? Isso robôs não fazem.”

Certamente não.

Ainda.

Mas aqui chegamos em outro contratempo: e as tarefas nas quais nos submetemos durante o nosso ‘existir’? Você faz o mesmo processo de transporte para o seu trabalho todos os dias. A mesma tarefa durante o trabalho. Alimenta-se de forma repetitiva, e recarrega as energias para o próximo dia.

E isso se repete.

Todos
os
Dias

O que te faz ‘menos robô’ do que um robô programado para fazer exatamente as mesmas tarefas que você? O que diferencia de um deles?

Ultimamente descobri que sou um robô. Sempre executando algo pré determinado por alguém, algo ou um sistema.

Então porque que eu vou fingir que sou um humano, quando na verdade eu ando e me comporto como um robô?

Ultimamente nem nos laços afetivos o humano se assemelha em ‘ser humano’. Vejam os discursos de ódio mesmo que existem na política hoje em dia, ou na cultura de algum país. Isso não é algo humano. Muito menos robótico.

Portanto a partir de hoje, vou me comportar como um robô. Desisti de ‘ser humano’. Porque se existe algo evidente ultimamente é de que nós não somos nada humano. Em nenhum aspecto.

Não exite título melhor para iniciar este post. Até pq ultimamente só recorro à escrita quando estou afogado em sentimentos e vazios existenciais.

Sempre arrisquei bastante na minha carreira profissional. E isso sempre foi muito bom, tanto na experiência, quanto no aprendizado e na remuneração. Muito bom, na verdade.

Porém nesta última, talvez eu tenha errado. E é aí que começa os questionamentos. Era a ideia de startup perfeita na empresa errada. Até queria transformar a frase de G-Man em Half Life 2 “O homem certo no local errado pode fazer toda a diferença”, mas não está sendo o caso dessa vez.

Troquei uma carreira estável e talvez promissora em Consultoria de CRM por uma Coordenação de TI em uma Startup, e o resultado não foi nada o esperado. Não sei. Talvez até esteja cedo pra conclusões (até pq ainda estou trabalhando aqui), mas pelo ritmo do jogo, a ideia não sobrevive ao mercado.

E cá estou me perguntando o que vem a seguir, pois o mercado não é nada promissor para mim. Tenho 27 anos, não tenho diploma superior (somente técnico), o inglês é autodidata, o conhecimento é de Infraestrutura e com um pé em CRM Salesforce.  Já o cargo de Coordenador de TI, não tenho como justificar com certificados ou diplomas. Somente na hora do ‘bota pra quebrar’ na prática.

Aliás, que pulo foi esse!? De ‘just a tech’ para ‘IT Coordinator’, foi uma jornada e tanto! Tive até que escrever os maiores acontecimentos da minha vida até hoje, pra me recordar do quão imprevisível e emocionante que foi essa jornada cheia de altos e baixos: de Office Boy aos 16 anos; Analista de Suporte aos 19; depois Contact Center aos 22 após 2 anos no limbo; Analista de Suporte novamente aos 23 (e responsável por treinamentos e feedback); Analista de Monitoramento dos 24 aos 25; Suporte VIP Bilingue aos 26 e atualmente Consultor Jr. de Salesforce e Coordenador de TI aos 27.

E é aí que me pergunto: o que vem a seguir? Terei que me reinventar novamente? Será que consigo a confiança de outra empresa em confiar num profissional ‘wildcard’ como eu em ser Coordenador de TI novamente? E a resposta que tenho neste momento é: não sei responder. Não sei mesmo.

É difícil acertar o que vem a seguir. O futuro é muito incerto e nebuloso. É mais prático lembrar de onde eu quero chegar: uma casa própria, um carro e meu PC. O desejo de uma vida tranquila, com uma família num futuro próximo.

Até lá, vou me reinventando. A trilha a seguir? Não sei. Vou descobrindo no caminho. Seja ela em empresa grande, ou pequena, ou startups, ou até ideias e projetos próprios! Pq não? O importante é ir aprendendo truques novos nesse caminho todo e evoluir sempre! Mas ninguém disse que deveria ser fácil, não é mesmo?

Uma chuvosa tarde de segunda feira, e cá estou eu, refletindo sobre algo que me incomoda absurdamente: o medo dos homens em dizer que amam alguém ou algo publicamente.

Digo isso, pois metade dos meus amigos de infância, consideram uma atitude ‘gay’ ou que seja ‘frescura’, dizer abertamente em rede social que sou um cara romântico.

Em 26 anos de idade, já tive momentos de stress contínuos, de raiva, desentendimentos e todo o azar de não amar ninguém, e a única conclusão que tive foi de que: ódio só gera mais ódio, e raiva só gera mais raiva.

Desse tempo pra cá, trabalhei o meu humor, tentei resolver meus problemas pacificamente e descobri na prática que as vezes, a melhor forma de ajudar alguém ou até a mim mesmo, é abrir mão das pessoas e desejar o melhor pra elas. Desde então, minha qualidade de vida melhorou consideravelmente.

Daí pra frente, ofereci sempre o meu melhor para as pessoas: carinho, atenção, sinceridade e respeito. Todas obtém o mesmo de mim. “Mas vc não pode responder as garotas no mesmo minuto, tem que deixa-las esperando.”, “vc não pode dizer que ama algo ou alguém, que vai parecer carente ou gay”. Todas obtem o mesmo de mim. Se elas aproveitam algo oferecido, aí é com elas. Não me cabe obriga-las a aceitar o meu melhor. E nem isso significa que devo procurá-las para oferecer também. Reciprocidade é o caminho. Quem obtem, volta e oferece, na mesma moeda única. Da mesma forma que eu retornarei a quem me agradar o que tem a oferecer.

Então eu não ligo de dizer que gosto ou amo algo publicamente e não acho errado ‘oprimir’ a minha vontade de amar. Se estou compartilhando, é pq está sobrando. Se alguém gosta de amar e ser amado, que aproveite e compartilhe também. E aos poucos, construiremos um mundo com mais amor, mas sem a vergonha de amar.

Sabe, as vezes eu invejo meu priminho de 2 anos de idade. Ele é a pessoa mais sortuda do mundo, mas não sabe disso. Ainda. Um dia vai saber, talvez. E talvez até inveje outra criança. Quem sabe?

A verdade é que, são 2 horas da manhã de uma terça feira, o que significa que vou acordar daqui 5 horas, e vou morrer de sono no trabalho. Mas é um preço a se pagar. Não escrevo muito, mas quando dá vontade, é melhor somente fazer e tirar isso da minha cabeça.

Invejo meu primo, pois ele não precisa acordar cedo, não tem responsabilidades, não tem medo do que pode ter que enfrentar na vida, ou sobre ter que sobreviver um dia após o outro, tendo alguém junto de vc ou não.

Chame isso de crise dos 20 e pouco, de depressão, de frescura… chame da merda que quiser. A verdade é que, cada dia mais, tento confrontar alguns medos, porém na maioria das vezes, acabo fugindo deles.

Tenho medo de andar com gente errada, não gosto de andar com gente que não me agrega conhecimento, não gosto de sair para qualquer rolê cheio de drogas, e explicando por cima, não gosto da família.

Não que eu seja antissocial, ou que não goste de lidar com pessoas. Eu só… valorizo quem eu acho que merece, sei lá. Mas a verdade disso tudo é que, eu morro de medo de ficar sozinho, sabe. Meus amigos metade casando, outra metade pensando em trabalho e estudos, outros se mudando pra longe… e eu aqui, trabalho e casa, casa e trabalho… e um jogo aqui, um seriado ali… e é isso. Não tem ninguém disponível pra gastar um tempo comigo, não tem uma garota pela a qual eu me interesse, e não posso simplesmente impedir meus amigos de seguirem em frente com as suas vidas, para dar atenção para alguém que se sente sozinho. Seria egoísmo da minha parte.

O mais triste é que nem posso ter um gato pra criar, pq meus vizinhos dão veneno. =/

Tenho medo de perder minha avó, medo de perder ou estragar as coisas mais ainda com o meu pai que nem fala comigo, medo das minhas irmãs me desapontarem mais ainda, assim como todos tem me desapontado em todos esses anos, inclusive minha mãe.

Aí eu me fecho em minha ostra, e prometo que tudo vai ficar ok, ou que vai melhorar… e talvez até vai. Mas… eu sei que não estou ok. Mais do que nunca, eu sei que não estou nada ok. Sobrevivo cada dia, como se fosse uma batalha. É uma briga contra o relógio, esperando que ele me hipnotize, e que tudo passe em um flash, até chegar na parte em que eu fico ok. Tem fins de semana em que eu não saio de casa. Na maioria das vezes, prometo sair ou fazer algo na minha lista de 5 coisas que valem a pena sair de casa. E ainda assim falho, miseravelmente. Falho, pensando que não tem significado algum sair de casa, para tentar algo que, certamente, não vai dar em nada.

Ultimamente apelei até para o World of Warcraft. É como se fosse uma luta de vale tudo com o relógio, onde vale até o golpe sujo de procurar compromissos em jogos, para vencer o tempo, até chegar no capítulo onde tudo fica ok.

Sou uma pessoa de sentimentos, não nego. E sei que sou difícil de lidar. Mas a verdade é que… seria muito mais fácil sobreviver se tivesse alguém, sabe… alguém que me fizesse esquecer o tempo, que ‘hackeasse’ o tempo para mim,  e me entorpecesse por um tempo suficiente, até chegar na parte onde tudo ficaria ok, mas infelizmente… não tem ninguém. SERIA BOM TER ALGUÉM PRA VARIAR, SABE.

Mas não vou ser hipócrita. Sei que já decepcionei muita gente também. Aliás, é o que eu geralmente faço. Quando percebo que alguém vai me decepcionar, eu descarrego toda a bagagem de erros e verdades dela em cima de suas consciências, e acabo abandonando-as. E  eu sei que é um caminho sem volta. Mas ainda assim, o faço.

Também não sei se sou injusto, e que jogo pesado demais. Talvez eu seja. Não que seja correto eu ser injusto com os outros. Mas as vezes existem tantas injustiças em nossas vidas, que acabo sendo injusto comigo mesmo.

Vc percebe? Não estou sendo cruel só com os outros. Estou sendo cruel comigo mesmo!

E nesta luta sem sentido, vou sobrevivendo. Dia após dia, hora após hora.

Tique. Taque.

E sozinho… talvez os gigantes fossem moinhos de vento.

As Vezes

Posted: November 3, 2015 in Off Topic
Tags: , , , ,

200162285-001

As vezes sinto falta de ser eu mesmo.
Acredite se quiser, mas existem pessoas que não gostam quando sou aquele cara sarcástico, que rasga a verdade com um humor auto flagelado.

O problema é que, as vezes preciso disso para sobreviver.
As vezes isso faz bem para minha sanidade.

Do contrário, a obra prima de Louis CK não seria tão aclamado pela crítica.

Até tenho uma amiga que gosta desse meu humor. Não só gosta, como entende que é uma forma de expressão, uma forma de me manter ‘vivo’.
(Alô Grace, aquele abraço.)

As vezes vc deixa de ser vc, mesmo sem querer.
As vezes pra agradar alguém,
As vezes em busca de mudança.

Mas as vezes, vc percebe que quem precisa mudar, é a opinião das pessoas ao seu redor.
E que vc precisa ser vc.
E não o que elas querem que vc seja.

Afinal, é impossível agradar gregos e troianos.
As vezes as pessoas até não entendem parábolas!

Ou as vezes precisamos parar de se preocupar com o que pensam sobre a gente,
E ser apenas vc.

Apenas que por algumas vezes.